Câncer no colo do útero: pesquisa reveladora!

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Uma pesquisa realizada pelo Instituto Data folha, encomendada pela Roche, entrevistou 5.508 pessoas, entre homens e mulheres, de diferentes faixas etárias, níveis de escolaridade, classes sociais e em todas as regiões do Brasil, com o objetivo de conhecer a percepção da população sobre o câncer no colo do útero, considerando seus estágios inicial e avançado.

A pesquisa constatou que 73% dos brasileiros não conhecem pessoas que tenham ou que já tiveram câncer de colo do útero. Porém, dados alarmantes do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam que mais de 5 mil mulheres morrem por ano em decorrência da doença, o que totaliza uma morte a cada 90 minutos, e deve ter mais de 16 mil novos casos este ano.

Câncer no colo do útero – Dados sobre a doença

Considerado o terceiro tipo de câncer que mais atinge as mulheres no Brasil, o câncer de colo do útero é causado pela infecção persistente e não tratada adequadamente de alguns tipos de vírus, entre eles o HPV, mal que atinge 685,4 mil pessoas no Brasil.

Segundo Dra. Angélica Nogueira, médica oncologista e presidente do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos –  EVA, o conhecimento insuficiente da doença e das ferramentas para sua prevenção e tratamento justificam as altas taxas de incidência, morbidade e mortalidade no país.

Para a especialista, a falta de informação é o principal gargalo para o controle do câncer de colo de útero.

“O câncer de colo de útero atinge principalmente mulheres  jovens, com poucos anos de estudos (aproximadamente 10% das pacientes com câncer de colo de útero no Brasil não foram alfabetizadas) e com  limitado poder aquisitivo. Mas muitas vezes barreiras culturais se somam a falta de informação , como a vergonha de realizar exame ginecológico ou proibição por parte de companheiros. Por isto a informação sobre as ferramentas de controle, como vacina, exame preventivo de papanicolaou e avanços no tratamento precisam ser globalmente difundidos na população.”

 

Diagnóstico de câncer de colo de útero é tardio

Um dado PREOCUPANTE.No Brasil, 77% das pacientes com câncer de colo do útero são diagnosticadas com a enfermidade já em fases mais avançadas, quando começam a surgir os primeiros sintomas, como sangramentos e dores pélvicas.

Como evitar este tipo de câncer que atinge as mulheres

Evitar o câncer de colo de útero é possível com a vacina (em meninas de 9 a 13 anos, ou seja, que ainda não atingiram a idade de iniciar a relação sexual) e com o exame de Papanicoalau, que detecta este tipo de câncer em seus estágios iniciais.

Sintomas de câncer no útero

Veja na imagem do infográfico abaixo, quais são os sinais e sintomas do câncer no colo do útero:

Cura do câncer de colo no útero

A chance de cura ou controle da doença são diretamente proporcionais a precocidade do diagnóstico. A morbidade relacionada a doença e ao tratamento também aumenta com o avançar dos estágios.

Medicamento bevacizumabe

Diante desse cenário, a Anvisa aprovou recentemente a utilização de um medicamento biológico já utilizado em outros países, o bevacizumabe, como a primeira terapia-alvo oferecida para o tratamento do câncer de colo do útero e o único avanço nos últimos 10 anos para tratar a doença em seu estágio mais grave.

Trata-se do primeiro medicamento biológico que trouxe o benefício de sobrevida global sem redução da qualidade de vida das pacientes com esta doença. Até então, o tratamento neste contexto era quimioterapia isolada. A escolha da terapia ideal para cada paciente dependerá do estágio da doença e condições clínicas da paciente, comumente sendo necessárias combinações de cirurgia, quimioterapia e radioterapia.

“É a primeira vez que uma terapia-alvo específica mostrou benefício em sobrevida global em câncer de colo de útero, abrindo novas perspectivas para pacientes, em sua maioria jovens, economicamente ativas e com possibilidades terapêuticas restritas”, finaliza Dra. Angélica.

CONHEÇA MAIS NÚMEROS DA PESQUISA:

  • O câncer de colo do útero o terceiro câncer mais lembrado pela população brasileira, principalmente pelas mulheres;
  • 58% dos brasileiros não sabem ou não conhecem nenhum tratamento para câncer de colo de útero avançado;
  • Entre as mulheres, 51% não citaram colo do útero, ao serem indagadas sobre o tipo de câncer que conhecem, dessas, apenas 29% conhecem os sintomas do CCU;
  •  Em relação à saúde das brasileiras, 27% nunca realizaram ou não costumam realizar o exame Papanicolau, 78% o teste de HPV e colposcopia. Esse dado é mais evidente entre as mulheres mais jovens, de escolaridade fundamental e de classe D/E;
  • Após estímulo com conceito, 33% das mulheres declaram que não conheciam ou não tinham ouvido falar sobre câncer de colo do útero avançado;
  • Há maior fragilidade entre as mulheres que utilizam o serviço público de saúde, as menos privilegiadas economicamente e menos escolarizadas;
  • 81% dos entrevistados acreditam que sem ter plano de saúde é mais demorado o diagnóstico da doença.
  • 84% dos brasileiros acreditam que quando o câncer de colo do útero se espalha por outras partes do corpo, a pessoa tem pouco tempo vida.